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O subestimado mundo das Startups de Hardware

O subestimado mundo das Startups de Hardware

Você que possui uma startup de Hardware ou que pretende criar uma? Bem-vindo a um mundo duro, complexo, mas muito empolgante, com um grande potencial e que muitas vezes é subestimado.

Todos que gostam de soluções que envolvem diretamente um produto físico adoram visitar e passar horas a fio vendo produtos diferentes no Kickstarter ou Indiegogo. São inúmeros produtos, com diferentes propostas, que sempre empolgam seus potenciais compradores. Alguns conseguem fundos suficientes, alguns não e outros quebram a banca.

Quando lembramos de startups de Hardware, vários nomes vem a mente: GoPro, Fitbit, Jawbone, Pebble, Tesla, Beats, Oculus, Nest, DJI, entre outras. Algumas delas, inclusive, foram financiadas via crowdfunding, como a Pebble que arrecadou incríveis 10 milhões de dólares. 

Se você conhece minimamente esse mercado, provavelmente deve estar pensando: “Quando ele vai falar sobre as dificuldades do mercado?”. Pois bem, se avançarmos no tempo, vemos que algumas dessas startups já não conseguiram se sustentar de forma independente e foram vendidas (Pebble para a Fitbit, Nest para o Google e Oculus para o Facebook) ou liquidadas como é o caso da Jawbone. Isso, sem falar nas inúmeras propostas de hardware que passam despercebidas, pois ninguém teve interesse. 

Se o problema desse mercado fosse apenas a falta de interesse estaríamos dando risada agora. Porque para produzir um “simples” aparelho, é necessário MUITO dinheiro, competência e contatos. Pense bem, você precisa projetar um aparelho que deve ser o menor possível, muitas vezes precisa ter uma certificação de qualidade (especialmente se você for B2B), que seja eficiente no consumo de energia e o mais barato possível. 

Depois, você precisará de corretores de Hardware para conectar sua empresa com as indústrias de montagem e produção na China que sejam confiáveis (isso se você não tiver conexões fortes por lá). Então, para a produção é necessário comprar um lote mínimo para poder fabricar (podendo ser na casa das centenas ou de milhares de unidades), isso, sem contar, que você deve fazer inúmeros testes antes para se certificar que não irá gastar uma “dinheirama” à toa.

Claro que, hoje, as coisas estão mais fáceis, graças ao Alibaba e outras empresas que facilitam esses processos de conexão e fabricação com um preço menor, mesmo assim, continua sendo um mercado complexo.

Como disse no título, é um mercado subestimado por muitos. Porque hoje, mais do que nunca, todos os olhos estão voltados para o mercado de software por causa de sua versatilidade, acessibilidade e escalabilidade- coisas que o mercado do hardware não tem como competir. Mas o mercado de hardware é muito interessante por outros motivos:

  •  No caso do B2C, empolga mais do que um software por ser algo mais tangível (algo que é inerente ao ser humano, sempre em busca da tangibilidade das coisas);
  • No B2B, com o advento do HAAS (hardware as a service), as empresas são capazes de produzir receita recorrente com seu hardware para outras empresas. Isso faz com que o aproveitamento do estoque fique controlado e haja uma eficiência de produção maior;

  • Competitividade. Como é um mercado mais restrito por sua dificuldade, há menos concorrentes e maior espaço para atuar tanto nas vendas como com parcerias com empresas de software para providenciar uma base para seus produtos;

  • Popularidade do IoT. A internet das coisas está transformando o mercado de hardware para um outro nível, mas ainda tem muito terreno para explorar. Automação residencial, wearables (equipamentos vestíveis), carros autônomos, tudo está se conectando. Mas, ainda existem muitos “equipamentos burros” que, eventualmente, precisarão ser transformados em inteligentes ou que ainda não foram explorados da forma correta.

O  mercado de hardware possui um grande dilema: Dificuldade x Resultado e, ao mesmo tempo, é um mercado extremamente necessário, pois software sem hardware é igual um carro sem motor.

As dificuldades nesse setor são inúmeras, mas pode ser muito recompensador, basta saber como e qual caminho trilhar.

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Pedro Romagnoli Gusso
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"Real sign of intelligence isn't knowledge, it's imagination" - Albert Einstein

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